Como recuperar PIS e COFINS pagos a mais por empresa em Mogi das Cruzes

Restituição de PIS e COFINS para empresas em Mogi das Cruzes — análise técnica tributária pelo Dr. Leandro Ozilio

A apuração de PIS e COFINS pelas empresas envolve uma série de regras de inclusão e exclusão de receitas e tributos da base de cálculo. Quando há divergência entre o que foi efetivamente pago e o que era devido, abre-se direito à restituição. O ponto de partida costuma ser uma auditoria fiscal específica, que cruza os recolhimentos dos últimos cinco anos com o regime tributário da empresa e a legislação aplicável.

Este artigo descreve, em linhas gerais, como funciona o pedido de restituição de PIS e COFINS para empresas paulistas, o que esperar do procedimento na Receita Federal e quais cuidados técnicos diferenciam um pedido bem instruído de um pedido fadado ao indeferimento.

O que costuma gerar PIS e COFINS pagos a mais

Algumas situações comuns que abrem oportunidade de restituição:

  • Inclusão indevida do ICMS na base de cálculo (tese consolidada pelo STF no RE 574.706, com modulação dos efeitos a partir de março de 2017).
  • Inclusão indevida do ISS na base de cálculo (tese em discussão no STF, com decisões favoráveis em diversas turmas).
  • Erro na escolha do regime de apuração (cumulativo versus não-cumulativo).
  • Receitas que não compõem o conceito constitucional de faturamento e foram incluídas por equívoco.
  • Aproveitamento incompleto de créditos no regime não-cumulativo.

Cada hipótese exige análise documental específica. Não basta presumir que houve pagamento a maior. A confirmação vem da reconstituição do que foi recolhido versus o que era devido, com base nas notas fiscais, livros fiscais e DCTF dos últimos cinco anos.

Como funciona o procedimento de restituição

O processo administrativo de restituição segue um fluxo previsível:

  1. Diagnóstico técnico inicial: análise dos recolhimentos, do regime tributário e da legislação aplicável. Em até 15 dias úteis, é possível ter um parecer sobre se há base para o pedido.
  2. Reconstituição da base de cálculo: cálculo do que foi recolhido a maior, com correção pela Selic. Esta é a etapa mais técnica, e a precisão aqui evita questionamentos posteriores da Receita.
  3. Protocolo do PER/DCOMP: petição eletrônica de restituição ou compensação, com toda a documentação técnica que sustenta o pedido.
  4. Acompanhamento e respostas: a Receita pode pedir esclarecimentos. Cada resposta precisa ser técnica e tempestiva.
  5. Pagamento ou compensação: aprovado o pedido, o valor cai em conta corrente ou é compensado com tributos futuros.

Prazo médio observado

A análise costuma demorar de 60 a 180 dias após o protocolo, dependendo da complexidade do cálculo, da fila da Receita e da qualidade da documentação apresentada. Pedidos bem instruídos passam mais rápido. Pedidos com inconsistências ficam parados ou são indeferidos.

Cuidados que diferenciam um pedido bem feito

  • Documentação completa de todos os recolhimentos do período pleiteado.
  • Cálculo memorial passo a passo, demonstrando claramente o que foi pago a mais.
  • Fundamentação jurídica anexa, especialmente quando há discussão sobre teses recentes.
  • Petição que respeita a forma exigida pela Receita Federal.

Quando algum desses elementos está ausente, o risco de indeferimento aumenta. Indeferimento gera nova análise, novo prazo, novo desgaste. A análise prévia detalhada reduz esse risco.

Atendo empresas no Alto Tietê desde a abertura do escritório. Vejo recorrentemente empresas que pagaram tributos a mais por anos sem identificar a oportunidade de restituição. A análise técnica inicial, em até 15 dias úteis, deixa claro se vale entrar com o pedido ou não. Não há por que adiar o diagnóstico.

Próximos passos para sua empresa

Se a sua empresa apura PIS e COFINS pelo regime cumulativo ou não-cumulativo e nunca passou por uma auditoria específica nos últimos cinco anos, vale começar pelo diagnóstico. É a etapa mais rápida e a que define se há ou não direito à restituição.

Como advogado inscrito na OAB/SP sob o número 510.427, atuo em direito tributário empresarial em Mogi das Cruzes e cidades atendidas do Alto Tietê. Se a sua empresa quer entender se tem direito à restituição de PIS e COFINS, fale comigo pelo WhatsApp para uma análise técnica sem compromisso.

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